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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

WORKSHOP TRATAMENTOS CASEIROS ASSOCIADOS AOS ÓLEOS ESSENCIAIS


Nosso intuito neste Workshop é relembrar algumas técnicas milenares de tratamentos caseiros – tão eficientes - que nossas avós utilizavam , trazendo o conhecimento e o benefício do uso dos óleos essenciais. Falaremos sobre e vivenciaremos alguns óleos  como Copaíba e Tangerina, dentre outros.
Se você já conhece esse mundo magnífico dos aromas, de sua energia tão especial, vai encontrar neste trabalho, uma oportunidade de revisão e talvez  uma nova ótica sobre eles. Se por outro lado, este é o seu primeiro contato, com certeza será uma experiência gratificante que despertará o seu sentir para esse universo espetacular da aromaterapia!
Quando? Dia 18, sexta-feira das 19 às 22:30 hs.

Onde: Atmam Espaço Vivencial - Travessa Humberto I, n° 80  Vila Mariana - São Paulo
Tel. 11 5572.2660 / 11 5081.5681
E-mail Principal: fale@atmam.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DESODORANTE PARA OS PÉS?!?!?!?!-correção de endereço...


Bromidose... o que é isso?

Explicando de forma simplista - O suor que as glândulas sudoríparas eliminam pelos poros é constituído basicamente por água e alguns sais que não se decompõem. Por isso, praticamente não exalam nenhum cheiro.  O suor é eliminado através dos folículos pilosos e, além de água e alguns sais, contém restos celulares e do metabolismo que podem produzir odores desagradáveis quando expostos à ação de bactérias e fungos, em ambientes em que calor, umidade e falta de luz sejam predominantes. 
Essa “condição de odor fétido devido à ação de bactérias e leveduras que decompõem o suor e restos celulares” é chamada bromidrose e  recebe o nome de bromidrose axilar, quando o cheiro ruim se concentra na região das axilas, e de bromidrose plantar, ou chulé, quando se instala nos pés. 

Pois bem, quanta gente não sofre com esse “ chulé”, não é mesmo? Às vezes não consegue utilizar sequer uma sandália ou chinelo. E tirar o sapato num consultório ou na academia? Nem pensar....É o que estava acontecendo com a minha filha, que devido à profissão, tem que usar sapatos de borracha o dia inteiro.  Mesmo com a troca das meias algumas vezes durante o dia (imaginem a quantidade de meias para lavar...rs), o cheiro começou a se instalar e junto com ele, algumas rachaduras na pele. Claro que esse era o sinal de que tínhamos ali se instalando um provável quadro de micose.

Foi dessa condição de necessidade que surgiu o Desodora Pé, primeiro em creme e depois em spray. Tem como base , dentre outros, o óleo essencial de Capim Limão, que  é antifúngico e antisséptico.
O resultado é que temos hoje dois produtos que além de cuidar dos pés, trazem para quem os utilizam,  leveza, energia, frescor, pois não podemos esquecer que os óleos essenciais trabalham nossa parte sutil e psicológica também.

O spray deve ser utilizado logo após o banho, antes de calçar meias ou sapatos e durante o dia quando necessário. Já o creme, que inclui elementos emolientes e um toque de Patchouli, que é citofilático, regenerador de tecidos e tonificante das artérias e veias, pode ser utilizado à noite, após a higienização correta dos pés (ou quem sabe, após um bom escalda-pés...).

Estes dois produtos estarão à venda no Bazar da Claudia Pivato, dia 08 de dezembro próximo, na Rua Tiquatira 517 – Saúde.... Que tal ir até lá e aproveitar para conhecer outros produtos, experenciar novas sensações com óleos essenciais?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

RESPIRAÇÃO


A passagem para outro plano, de uma pessoa que conhecí  pela internet, com quem mantive algumas conversas por e-mail me fez meditar e aquietar um pouco.....  Quase ao mesmo tempo em que ví a notícia , recebí uma ligação de uma cliente falando sobre a filha dela... menina de 17 anos que nasceu com problemas renais, passou toda a infância em tratamento e quando recebeu  alta , desenvolveu  um problema respiratório.....Parei e respirei...o coração apertado ..como a vida é estranha às vezes pensei...e qual a mensagem nesses dois fatos?  reação imediata - agradecí  ao Universo e ví o quanto sou e sempre fui  abençoada....e como sempre acontece quando medito, fui buscar uma leitura para tentar ajudar de alguma forma àquela menina....olhei meus livros na estante, busquei minhas apostilas e por fim, um livro me chamou...  A doença como caminho de Thorward  Dethlefsen e Rudiger Dahlke – capítulo : A Respiração.
Espero que a mãe que me relatou o fato , a quem conhecí  hoje pessoalmente, leia e de alguma forma, ajude no processo....
“ A respiração é um fenômeno rítmico. Ela se compõe de duas fases, a inspiração e a expiração. A respiração serve como um ótimo exemplo para a lei da polaridade: os dois pólos, inspiração e expiração, formam um ritmo por sua troca contínua. É assim que um polo obriga o surgimento do oposto, pois a inspiração provoca a expiração. Também podemos dizer: cada pólo vive da existência do pólo contrário, pois se destruirmos uma fase a outra também desaparece. Um pólo compensa o outro e ambos formam a totalidade. A respiração consiste em ritmo, e ritmo é o alicerce de tudo o que vive. Apenas podemos substituir com facilidade os pólos da respiração pelos conceitos de tensão e relaxamento ( contração e descontração). Essa correlação entre inspiração/contração e expiração/descontração se torna muito visível quando suspiramos. Existe um suspiro de inspiração que leva à contração, e existe um suspiro na expiração que leva à descontração.
No que se refere ao corpo, o fenômeno central da respiração é um processo de troca: através da inspiração, o oxigênio contido no ar é levado aos corpúsculos vermelhos do sangue: quando expiramos, expelimos dióxido de carbono. A respiração abrange a polaridade da recepção e da entrega, do dar e do receber. Com isso, chegamos ao simbolismo mais importante da respiração. Nas palavras de Goethe:
Há duas bênçãos na respiração, absorver o ar e soltá-lo outra vez, uma nos pressiona, outra nos refresca, que mistura maravilhosa é a vida!
Todas as línguas antigas usam a mesma palavra para respiração e para designar a alma ou o espírito. Em latim, spirare significa respirar e spiritus significa espírito; mais uma vez reencontramos a raiz de ambas as palavras num único termo: inspiração, que literalmente significa inspirar e assim  está ligada inseparavelmente a respirar para dentro, ou seja, deixar entrar. Em grego, psyche significa tanto respiração como alma. Em sânscrito encontramos a palavra atman, na qual podemos logo ver o elo que a liga à palavra germânica atmen (respirar). Na língua hindu, descobrimos também que uma pessoa que atingiu a perfeição é chamada de Mahatma, o que significa literalmente, tanto grande alma, como grande respiração. Da doutrina hindu aprendemos também que a respiração é a portadora da verdadeira força vital à qual os indianos chamam prana. Na história bíblica da Criação aprendemos que Deus soprou seu hálito divino no torrão de barro que formara e que, ao fazê-lo, deu a Adão uma alma viva.
... O ar que respiramos nos une num todo, quer queiramos quer não. A respiração portanto, tem algo a ver com contato e com relacionamento.
Esse contato entre o que vem do exterior e o nosso corpo acontece nas vesículas pulmonares (alvéolos). Nosso pulmão possui uma superfície interna de cerca de setenta metros quadrados, ao passo que a superfície de nossa pele mede apenas até dois metros e meio quadrados. O pulmão é o nosso grande órgão de contato. Se observarmos melhor , podemos  reconhecer também as sutis diferenças existentes entre os dois grandes órgãos humanos de contato,  os pulmões e a pele. O contato da pele é muito direto, é mais palpável e intenso do que o dos pulmões, e depende de nossa vontade. Podemos tocar em alguém ou deixar que nos toquem. O contato que estabelecemos através dos pulmões  é indireto, apesar de compulsório.  Não podemos impedí-lo, mesmo  que não possamos suportar alguém. Uma outra pessoa pode nos fazer faltar o ar. Um sintoma de doença pode muitas vezes ser atribuído alternadamente a estes dois órgãos de contato, a pele e os pulmões. Um abscesso cutâneo suprimido pode surgir como ataque de asma e então, depois que esta foi tratada, surgir outra vez como erupção cutânea. Pois, tal como as erupções cutâneas, a asma também é uma expressão do mesmo problema de personalidade – contato, toque, relacionamento. A relutância em estabelecer contato através da respiração pode surgir na forma de espasmos durante a expiração, como acontece com a pessoa asmática.
Se prestarmos atenção ao uso das expressões linguísticas relacionadas com a respiração ou o ar, descobriremos que existem situações em que sentimos falta de ar ou em que não conseguimos mais respirar livremente. É nesse ponto que começamos a tocar no assunto da liberdade e da restrição. Começamos a vida com nossa primeira respiração, terminamos a vida num último suspiro. No entanto, ao respirarmos pela primeira vez damos o primeiro passo para o mundo exterior, livrando-nos de nossa união simbólica com a mãe : tornamo-nos independentes,  auto-suficientes,  livres. Toda dificuldade respiratória, muitas vezes é sinal de medo, medo de dar o primeiro passo rumo à liberdade e à independência. Nesses casos,  a liberdade produz o efeito de nos tirar o folego, ou seja, provoca o medo do desconhecido. O mesmo elo entre liberdade e respiração pode ser visto nas pessoas que se livram de algum tipo de restrição, passando a um contexto de vida que lhes dá a sensação de liberdade, ou, na verdade, a liberdade estrarem ao ar livre: a primeira coisa que fazem é inspirar profundamente pois afinal agora podem respirar livremente outra vez.”....
E quais óleos podemos usar nestes momentos? Espruce  Canadense, Hortelã Pimenta, Eucalipto Glóbulus , Gerânio, Olíbano, Cedro do Atlas....e o que mais o seu coração pedir!


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Puxa, faz tempo que não escrevo, não é mesmo?
E pensando no que escrever, me ocorreu que não existem coincidências....semana passada uma amiga lá do Nordeste me escreveu pedindo ajuda para uma pessoa que está com um tumor que está crescendo rapidamente e queria indicação de óleos que pudessem auxiliar no processo dela. Obviamente, por ser um assunto tão delicado, recorrí aos "universitários" e um deles é minha professora e inspiradora - a Carla Vescovi lá de Campinas. Dentre todas as dicas que ela deu em termos de florais, homeopatia e óleos essenciais que podem auxiliar no processo do tratamento, veio o óleo de Cipreste Lusitanica.... Bem, fui procurar então novamente meus escritos sobre esse óleo e recordei que até eu já usei...como a gente deleta certas coisas não é mesmo? E aí vem a tal " coincidência"...numa vivência que fiz esta semana, me deparei com uma moça, muito linda e doce, que também tem alguns nódulos perturbando o sossego dela...Nada sério, mas que requerem sempre uma vigilância....E novamente entrou em cena quem? Ele mesmo...o óleo de Cipreste Lusitanica....Então, aproveitando a onda, vou colocar os dados que tenho, extraídos de uma das apostilas do curso do Prof. Fabian Laszlo....Boa leitura!

- óleo de cipreste lusitanica. Essa planta no Brasil é utilizada para fazer cercas vivas, banzais e para decorar ikebanas! E as pessoas nem imaginam o quanto ele é bom.
Tem um cheiro intenso, típico de floresta de abetos. ele tem dois ou três quimiotipos principais (abiedadieno, pineno, sabineno e trans-toratol. Alguns apresentam também trans-ferruginol). O toratol possui potente ação antibacteriada e propriedades antioxidantes. Possui inclusive ação anti-radicais livres. É ativo no tratamento da acne, na eliminação de bactérias causadoras da cárie e é um dos raros fitoquímicos ativos contra o Staphylococcus aureus, um dos principais causadores de infecções hospitalares e muito resistente à penicilina e meticilina. O toratol possui valor como ingrediente ativo em formulações cosméticas, sabões, pastas de dente, loções para pele e desinfetantes. Não é irritante para a pele humana. O abietadieno possui propriedades anti-fúngicas e antimicrobiais mostrando uma ação positiv contra bactérias gram-positivas também. Funciona como anti-oxidante, por isso possui potencial conservante para várias formulações. Age sobre as glândulas sebáceas equilibrando a produção de oleosidade e sebo excessivas, eliminando a seborréia da pele e cabelos, cistos e cravos. Entre os diferentes potenciais terapeuticos do cipreste que se tem estudado, o mais interessante é o seu efeito sobre processos inflamatórios com a formação de pus. Tem efeito rápido em secar ou puxar para fora o pus de áreas inflamadas . Em acne é talvez o óleo que mostre melhores efeitos, superior ainda ao tea tree.  Tem mostrado bons resultados no tratamento de hemorróidas, cistos sebáceos e má cirulação (celulite e varizes). É indicado também em infecções respiratórias e da pele, dores musculares, micoses, colite e síndrome de chron.

Indicações e uso: em acne, cistos sebáceos e inflamações purulentes (furúnculos e abcessos) é usado puro ou diluído em solução alcoólica entre 5 a 10%. Nas inflamações funciona ainda melhor se associado ao OE de tomilho vermelho. Em hemorróidas: 5 gotas numa bacia para banho de assento. Micoses e feridas infeccionadas - usar puro no local. Em inalações é ótimo para sinusite infecciosa (com mau cheiro no catarro). Em massagens é útil em dores musculares. Pode ser usado como conservante para várias formulações cosméticas e farmaceuticas. É um bom desinfetante bucal (10 gotas em 200 ml de água - usar como enxaguatório após escovar os dentes - previne cáries e mau hálito). É excelente em shampoos (1 a 3%) contra seborréia e caspa.
Essa sugestão é da Carla Vescovi: Em cistos e nódulos: usar em gel, óleo ou puro em massagens nos pés e no local . Interessante juntar tangerina ou laranja (para trabalhar alegria). Pode ser feita também inalação de tomilho com cipreste.

-E agora eu, porque afinal, esse blog é meu!....eu particularmente utilizei este óleo em um cisto cinuvial no pé,  que já tinha até operado e voltou (e voltou pior!). Usei diariamente pela manhã e à noite, em gel (na proporção de 8% como expliquei ontem à noite).  Só não sumiu por completo, porque eu acabei relaxando na rotina, mas ele quase não existe mais e nem me incomoda. 

Até breve então!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

GENGIBRE E A MEDICINA INDIANA AYURVEDA

Mais antigo sistema de cura do mundo, a ayurveda começou a se desenvolver na Índia há cerca de 5.000 anos. Sua base é o entendimento do ser humano como um conjunto de corpo, mente e espírito - e o preceito de que só há saúde no equilíbrio desses elementos.
A causa de todas as doenças é o acúmulo de toxinas - ama - em sânscrito. Adotando medidas para eliminar as toxinas existentes e prevenir novas, o ser humano terá saúde no verdadeiro sentido da palavra - não apenas a ausência de doença, mas o estado de completo bem-estar físico, mental e emocional, como define a Organização Mundial da Saúde.
Ayurveda não só acrescenta anos à sua vida, adiciona vida aos seus anos.

Falando então do Gengibre...
O gengibre possui a capacidade de introduzir no elemento terra, o fogo solar que ele absorve e incorpora, e expressa essa atividade na formação de seus rizomas bigorosos, picantes, quentes e de cheiro forte. Onde há tendência à densificação da forma, o gengibre fornece a base material para a ação do fogo transmutador vindo de áreas mais sutis do ser. (Dr. José Maria Campos).
Ele é utilizado como tempero e remédio há milenios, em especial no Oriente.  Tem o poder de elevar o fogo digestivo.  Assim sendo, o chá de gengivre ajuda o corpo a aguentar os deslizes que todos cometemos: comer congelados, alimentos com agrotóxicos, frituras e outras bobagens que entram no cardápio do dia-a-dia.
O óleo essencial por sua vez traz energia, equilíbrio, vitalidade. Traz claridade à mente. Pode ser utilizado para aliviar dores em geral, inflamações em articulações, músculos e tendões, na garganta, rouquidão.  É um excelente estimulante digestivo, acelerador do metabolismo e gastroprotetor. É excelente para enjoo ou náuseas , sem provocar sonolência.(texto retirado da apostila de Carla Vescovi).

Receita de um bom chá de gengibre...
- coloque no fundo de uma garrafa térmica, 3 fatias de gengibre cru, cinco sementes de cardamomo, dois paus de canela e tres cabeças de cravo. Despeje água fervendo e deixe em infusão...e aí é só ir tomando. Quando a água terminar, basta acrescentar mais, sem ter de recolocar os ingredientes.

Dica ayurveda:
- coma algumas fatias de gengibre cru, com sal e limão, antes da refeição,  para "acender" o fogo digestivo, responsável por processar os alimentos
(dicas do livro Medicina Indiana Ayurveda - Lúcia Cristina de Barros e Márcia de Luca)

terça-feira, 24 de julho de 2012

CUBEBA (PIMENTA DE JAVA) O óleo afrodisíaco das mil e uma noites!

Diferente do óleo de Litsea, o óleo essencial de Cubeba é obtido da Piper cubeba, espécie de pimenteira conhecida também como Pimenta de Java ou da Tailândia, países onde é utilizada para dar sabor ao gin tailandês e a cigarros, além de ter usos medicinais.
     Em seu Theatrum Botanicum, John Parkinson diz que o rei de Portugal proibiu a venda de cubeba a fim de promover a pimenta preta ou do reino (Piper nigrum) por volta de 1640. A cubeba teve um ressurgimento breve na Europa do século 19 mais para usos medicinais, mas praticamente desapareceu do mercado europeu desde então.
     É um óleo rico em sabineno e outros monoterpenos que o tornam parecido em ação com o junípero, especialmente nos seus usos para tratamento de desordens circulatórias (como varizes, má circulação, edemas, inchaços, drenagem linfática, trombose) e doenças das vias urinárias. O componente do óleo, o cubeneno é considerado um efetivo anti-inflamatório que apresenta a possibilidade de potencial uso no tratamento de doenças vasculares. Certo teor de terpinen-4-ol lhe garante propriedades anti-microbiais e anti-sépticas, muito úteis no tratamento de infecções, principalmente urinárias, como cistites e nefrites. Como um óleo yang, pode ser usado para fortalecer o pulmão e as vias urinárias.
     Na Índia, os textos em sânscrito incluem a cubeba em vários remédios. Charaka e Sushruta prescreveram uma pasta de cubeba na limpeza dentária, e o uso de cubebas secas internamente para doenças orais e dentárias, perda de voz, febres, mau hálito e tosse.
     Médicos Unani utilizam um creme dos frutos de cubeba externamente nos genitais masculinos e femininos para intensificar a prazer sexual durante a relação sexual.
     Na medicina tibetana a cubeba (ka ko la em Tibetano) é uma das ervas bzang po, seis ervas benéficas para órgãos específicos do corpo, sendo a cubeba associada ao baço.
     O Livro das “Mil e Uma Noites” menciona a cubeba como um ingrediente principal na fabricação de um remédio afrodisíaco para a infertilidade: “Uma pasta de cubeba foi dada a Shams-al-Din, um rico comerciante que não teve filhos, com a instrução que ele deveria comer a pasta duas horas antes de ter relações sexuais com sua esposa. Segundo a história, o comerciante teve a criança que ele desejava, depois de seguir estas instruções. Outros autores árabes escreveram que a cubeba torna a respiração perfumada, cura doenças da bexiga, e que "aumenta o prazer do coito”.”
     A utilização moderna da cubeba na Inglaterra data de 1815. Haviam várias preparações, incluindo o óleo essencial de cubeba, tinturas, extratos fluídos, óleo-resinas e inalações, que foram empregadas para tratamento de problemas respiratórios. Uma pequena quantidade de óleo de cubeba foi muito comum de ser usado em pastilhas para aliviar bronquites, nas quais as propriedades anti-sépticas e expectorantes eram muito úteis. A mais importante utilização terapêutica, contudo, foi no tratamento da gonorréia, onde sua ação anti-séptica foi de muito valor. William Wyatt Squire escreveu em 1908 que a cubeba “age especificamente na mucosa genito-urinária, sendo ela empregada em todos os estágios da gonorréia”. Quando comparado com a copaíba, a cubeba tem a vantagem de ser menos desagradável para tomar e algumas vezes menos causadora de distúrbios no aparelho digestivo durante uso prolongado.O óleo essencial de cubeba tem uma marcante ação diurética e eficiente ação desinfetante das vias urinárias. A sua administração oral causa o aparecimento na urina de um sal de ácido cubebico que pode ser precipitado por calor ou ácido nítrico, sendo susceptível de ser confundido com a albumina, quando os testes mais comuns para a ocorrência de albuminúria forem aplicados.
     Os frutos da cubeba são utilizados em feitiços de amor pelos praticantes de hoodoo, uma forma afro-americana de magia popular.
     Em 2000, Shiseido, uma conhecida empresa de cosméticos japonesa, patenteou uma linha de produtos anti-envelhecimento que contêm fórmulas feitas a partir de várias ervas, incluindo cubeba.
     Em 1654, Nicholas Culpeper escreveu no dispensatório de Londres que cubebas eram "quentes e secos no terceiro grau ... que limpavam a cabeça da flegma e fortaleciam o cérebro, aqueciam o estômago e provocavam a luxúria"
     É um óleo de aroma afrodisíaco, revigorante, com notas que lembram uma mistura de aromas cítricos, pimenta e coníferas ao fundo. Para pessoas desvitalizadas e sem energia sexual.

Coletânea e textos de Fabian Laszlo

LITSEA CUBEBA- O óleo para quando os nervos estão à flor da pele!

A Litsea cubeba, também conhecida como May Chang é uma planta originária da China, Indonésia e Taiwan, conhecida regionalmente como “pimenta da montanha”.      É possível obter-se óleo essencial tanto de seus frutos (rende de 3-5%) quanto folhas. A sua madeira é usada às vezes para fazer móveis e artesanato. É também utilizado como matéria-prima na indústria química para a síntese da vitamina A e fragrâncias sintéticas com nota de violeta.
     O óleo de Litsea é rico em citral (associação dos isômeros neral e geranial, 70-85%) e um pouco de limoneno. É de aroma mais delicado que o capim limão, possuindo as mesmas indicações que este no alívio de estresse por reduzir a liberação de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) pela hipófise, age como hipotensor (vaso-dilatador), é um anti-séptico geral (fungos - micoses, bactérias, vírus - antigripal), tônico pulmonar (pneumonia e tuberculose), além de ter um uso especial na aromaterapia estética que é no tratamento de celulite e gordura localizada, por seu efeito ativador do metabolismo e da circulação local. Sua associação com o óleo de cubeba (Piper cubeba) e limão sicliano (Citrus limonum) a 1-2ml de cada (22-45 gts) em géis e cremes é muito eficiente e potente para isso, contribuindo também na drenagem linfática e desintoxicação.
     Seu aroma acalma, facilita a introspecção, meditação e ajuda a se suportar turbulências com mais paciência e aceitação.
 (texto enviado pela Laszlo Aromas).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PROMOÇÃO RELÂMPAGO DE ÓLEOS !!!!

Neste final de semana e até o dia 20 de julho, estamos  no Aromas e Muito Mais,  com uma promoção relâmpago de óleos essenciais e graxos da Laszlo  a preços bem convidativos: (alguns óleos estão com até 50% de desconto!).
As quantidades são limitadas. Aproveite!!! Faça seu pedido pelo e-mail : rearomas@hotmail.com.
Para São Paulo Capital, taxa de entrega R$ 7,00 (ou Sedex/Pac) . Para outras localidades, apenas por PAC.


































                                 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PRACAXI (Silicone Natural)


A 8a Maravilha da Selva Amazônica (Silicone Natural)
Conheça agora o segredo por trás dos índios terem uma pele macia e sedosa.

  O óleo de pracaxi é a novidade do momento. O seu efeito condicionador devido à formação de uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios traz como resultado um brilho e sedosidade nos cabelos de estrela de novela!
          Embora seu nome não seja tão difundido quanto o de outras espécies da biodiversidade brasileira, o pracaxi (Pentaclethara macroloba) é uma árvore muito conhecida na região da Amazônia, onde suas sementes produzem azeite de cozinha e a madeira pode ser utilizada para fabricar móveis e dormentes de ferrovias.
         Os habitantes da região amazônica fazem uso da casca e do caule contra os efeitos do envenenamento de picadas de cobras e escorpiões. Para isso, eles maceram a casca e aplicam sob a forma de emplastros no local da picada.
         As sementes do pracaxi são  recolhidas pelas populações amazônicas em rios, praias e igarapés, sendo posteriormente secas ao sol e armazenadas para a comercialização local e prensagem para extração do seu precioso óleo. É uma espécie vegetal que encontra-se distribuída em todo o Brasil Setentrional, Guianas, Trinidad e algumas regiões da América Central. Possui um fruto em forma de vagem com 20 a 25 cm de com-primento, que contém de 4 a 8 sementes. Um quilo de sementes é composto por aproxi-madamente 35 vagens que contêm cerca de 30% de óleo. É uma árvore leguminosa fixa-dora de nitrogênio no solo, constituindo uma espécie pioneira que mostra um grande potencial na regeneração florestal e recuperação de áreas degradadas.

Emprego na pele
          O óleo de pracaxi se destaca por ser o óleo mais rico em ácido behênico (10-25%) conhecido, cerca de 6 X mais do que o óleo de amendoim. O teor alto de ácido behénico e lignocérico no pracaxi, deixa sobre a pele uma percepção sensorial aveludada e macia, como se ela fosse de ‘‘seda’’. É um verdadeiro ‘‘silicone natural’’ que age mantendo a água nos poros da pele, hidratando, regenerando e protegendo-a, sendo um dos grandes segredos da pele macia dos índios de algumas tribos amazônicas.
          Poderoso cicatrizante dermatológico, tornou-se tradicional seu uso entre as populações locais no tratamento de picadas de cobras, cicatrização de úlceras, escaras e higienização da pele em cirurgias, já que estudos recentes têm demonstrado que o óleo de pracaxi tem forte ação antibacteriana, antiviral e antifúngica.
         Estudos confirmaram que frações isoladas do óleo de pracaxi constituem importantes compostos bioativos com atividade anti-hemorrágica, confirmando o uso por parte dos povos ribeirinhos da Amazônia do óleo de pracaxi em sangramentos, tratamento de feridas e cicatrização de cortes pós operatórios de pequenas cirurgias. É assim, um poderoso renovador celular, que tem sido empregado na Amazônia em queimaduras e após cesarianas, visando evitar a formação de quelóides e manchas (também age na suavização de manchas escuras causadas por alterações hormonais que ocorrem com frequência durante o período de gravidez). É utilizado na medicina popular contra a erisipela que é uma infecção cutânea causada por bactérias, onde limpa, cura e revitaliza a pele, combatendo inflamações, e também na dermatite e psoríase, onde ajuda no controle do crescimento desordenado das células da pele.
          De todos os óleos existentes, o pracaxi está sem dúvida entre os mais poderosos hidratantes para a pele e cabelos, sendo considerado portanto, maravilhoso para prevenção de estrias, especialmente aquelas que costumam aparecer no período de gestação, adolescência, e nos tratamentos de emagrecimento devido ao efeito sanfona.
          Contém vitamina e ácidos graxos com propriedades essenciais para produtos anti-rugas com ação antioxidante atuando diretamente sobre as linhas de expressão.  Além disso também existem pesquisas que relatam a atividade inseticida deste óleo (como da andiroba), especificamente contra o mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da dengue.

Forma de uso: Puro localmente na quantidade necessária para abranger toda a área. Sem contra-indicações.
Emprego nos cabelos
         O Pracaxi é um dos grandes segredos indígenas para ter um cabelo de seda: deixa liso, macio, brilhante, desembaraçado e sem pontas duplas. Ele ajuda a criar uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios, protegendo os cabelos do ressecamento causado pelo sol, mantendo a umidade natural do cabelo e controlando o volume.
         Na escovação, o pracaxi proporciona um excelente efeito condicionante aos cabelos, facilitando o penteado e garantindo brilho e maciez. Em condicionadores ele é o responsável pelo efeito alisante e devolve a vida aos cabelos danificados por processos químicos. Pode ser combinado com o óleo de argan (1/1), que juntos formam a ‘‘dupla dinâmica’’ no tratamento capilar dos salões mais badalados e caros.
Forma de uso: Antes ou depois da escova desembraça os fios, facilitando o penteado e reduzindo o volume. Previne e trata de pontas duplas além de tornar o cabelo macio como seda. Use para isso uma pequena quantidade na palma das mãos priorizando o comprimento e pontas. Podem ser empregadas 1-2 tampas cheias do óleo em cada 100 gramas de creme condicionador ou máscara capilar.  
Texto (organização): Fabian Laszlo